Gritomudo

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#gritomudo

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Miedo...

Estou preparando o figurino, encomendando os materiais de cena... E morrendo de MEDO!!!
Não estou pronta, mas tenho ainda algumas horas para ficar.
(...) Será que vou encontrar o Rodrigo Santoro???

PS: Caso eu não o encontre, tô levando meu próprio Rodrigo... E Santoro, ainda por cima!!! Rsrsrsrrsrsrs...

...

Sono, muito sono! Preciso dormir pelo menos um dia até o meio-dia. Mas, não quero perder nada...

...

"eres tan chiquita que cabes en una bolsa jajajaja"

"te recuerdo que me isiste una promesaaaa jaja
Eu tenho a memória péssima!!! Não lembro de nada que ando dizendo por aí!!!!

a si????

pues yo si que me acuerdo jajaja

E eu costumo mentir!!!

DRT 11 228 - meu registro de atriz! Estudei para ser uma mentirosa!!! Rsrsrrsrrsrsrrs...

QUE BOLAS

pero la cosa es que

sea verdad o mentiura tu me lo prometiste wuajajaja

me vas a romper una promesa?? jaja

Eu já rompi promessa que fiz pra Santo!!! Rsrsrrsrs...

Sou uma pecadora (...)"

Caixa 2

Aí, eu devia estar me arrumando para um encontro, né?!!!
Parei logo...

...

Caramba!
Cinquenta milhões??? Na minha conta?
E o sobrenome da professora é bem o mesmo: foi por pouco, né?
Zezé Polessa é impagável!!!

...

Muito, muito bom!!!
Texto perfeito, atores perfeitos.
"Caixa 2"

...

Mas, já estou pronta!
PRONTA!!!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Quase morri...

... De ciúme, ontem a noite!
Demorou nada, ganhei um presente. Aí, o ciúme passou!!!
...
"(...) no me importaaa ya me quitaste el sueñoo jeje"

"TQM!!!"

Segunda-feira Filosófica

De: Paulo Cassio Cardoso Soller <>
Data: 6 de dezembro de 2010 11:56 (uia, pontual!!!)
Assunto: SEGUNDA-FEIRA FILOSÓFICA
Para:

Bom Dia!!!!

Lembre-se que existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-las a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida, a nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem em que todo o desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.

Porquê...

“A dor alimenta a coragem. Você não pode ser corajoso se só aconteceram coisas maravilhosas com você.

A esperança é um empréstimo pedido à felicidade.

A felicidade não é um prêmio, e sim uma conseqüência,

A solidão não é um castigo, e sim um resultado.

A felicidade não está no fim da jornada, e sim em cada curva do caminho que percorremos para encontrá-la.

A gente tropeça sempre nas pedras pequenas, porque as grandes a gente logo enxerga.

A infelicidade tem isto de bom: faz-nos conhecer os verdadeiros amigos.

A inteligência é o farol que nos guia, mas é a vontade que nos faz caminhar.

A maior fraqueza de uma pessoa é trocar aquilo que ela mais deseja na vida, por aquilo que ele deseja no momento.

A persistência é o caminho do êxito.

A pior solidão é aquela que se sente na companhia de outros.

A SOLIDÃO É UMA GOTA NO OCEANO QUE SÓ OLHA PARA SI MESMA... UMA GOTA QUE NÃO SABE QUE É OCEANO...

Amigos são a outra parte do oceano que a gota procura...

A tua única obrigação durante toda a tua existência é seres verdadeiro para contigo próprio. Evitar a felicidade com medo que ela acabe; é o melhor meio de ser infeliz.

Faça amizade com a bondade das pessoas, nunca com seus bens!

Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente”.

(Érico Veríssimo)



Então, não se intimide pela dúvida, pelo medo do novo. Se permita viver, aprender, viver!!!!
Beijos
Paulo Soller

Aprecie os seus inimigos (Por Nélio da Silva)

A pessoa que se vangloria ao dizer – “Todo o mundo gosta de mim; eu não tenho inimigos” – faria muito bem se tomasse muito cuidado! Se acautelasse! Se assim estiver acontecendo, você pode estar certo de que ela não vai conseguir realizar muita coisa.

Se hoje você se perturba pelo fato de haver pessoas que não gostam de você, sua perturbação é simplesmente inútil; não tem procedência. A verdade é que qualquer pessoa que é bem-sucedida naquilo que faz torna-se automaticamente objeto de inveja. Então por que não retirar o melhor dessa situação? Além disso, seus inimigos podem ajudá-lo a manter a postura que você precisa ter. O ciúme ou a inveja deles pode até mesmo ser a causa de você trabalhar ainda mais arduamente; mais do que você imaginou.

Não há nada errado no fato de você ter inimigos, contanto que a luta seja travada com você mesmo, e não contra “eles”. Faça com que a atitude negativa deles sirva apenas para aprimorar e aumentar mais ainda suas habilidades. Coloque os problemas que você tem com as pessoas numa nova perspectiva: a perspectiva de Deus.

Isso lhe dará grandes oportunidades para que você conheça alguém muito melhor. E talvez esse alguém seja você!



"Os mais complicados e impactantes problemas existentes na vida são freqüentemente gerados por pessoas."
( Frank Anderson)



“ Se você puder prometer algo, prometa nunca perder sua fé... “
Junior Pereira

Recebido de: Templo Espírita Seara da Esperança – Eternos Aprendizes

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Aí a pessoa esqueceu...

... uma garrafa no freezer, desde sexta! De cidra!!!
O que aconteceu??? Estourou, claro!!!
Prepare-se para comer tudo o mais que ainda está lá com gosto de Natal!
Não creio...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Hoje é domingo!!!

Tão bom dormir e acordar na hora em que quero, sem trilha sonora podre. Alias, descobri uma rádio bem legal: MIDI FM. Meio classic, mas toca Bon Jovi (por que eu não fui ver Bon Jovi??? Eu tava tão decidida... Me arrependo! Enfim...)

...

Acordei a Cabeçuda (aliás, finalmente descobriu-se o significado do nome dela: ajuda!), para írmos ao shopping. EU PRECISO ESQUECER OS VESTIDOS E COMPRAR CAMISETAS!!!

...

Incrível como a Ailtinha se desespera no trem lotado e se move com a maior desenvoltura numa loja lotada...

...

Eu, realmente não sou mais a mesma: ontem e hoje entrei (e ainda bem!!!) em provador de loja para experimentar roupas, o que DESTRUIU meu bom humor!
Mas, desta vez, pensei muuuuuito antes de comprar. Trouxe uma blusinha e um vestido (ai, não deu!). Os vestidos ficaram lindos, mas as camisetas... Sei lá... Não me agradam, essas de loja! Como vou usar as minissaias??? Ooooooooooohhhhhhhhhhhh, dramaaaaaaaaaaa!

...

Ontem foi o último dia de trabalho na Associação Baiano Severino de Jesus. Foi difícil chegar!
Ninguém me contou que tinha linha nova na parada, entrei no primeiro bus azul que passou. Se o metrô estivesse circulando no Tamanduatei, eu não precisaria ter dado a volta ao mundo.
Só vou saber se sai, realmente, como entrei, daqui alguns dias...

...

Agora preciso decidir SERIAMENTE o que vou fazer em 2011.
As únicas certezas são a de que eu estarei na EMEI e a continuidade do curso dos 8 pontos.

...

No mais: "Tudo é questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo..."




sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O Secador de Cabelos.

Uma Senhora muito distinta estava em um avião vindo da Suíça. Vendo que estava sentada ao lado de um padre simpático, perguntou:
- Desculpe-me, padre, posso lhe pedir um favor?
- Claro, minha filha, o que posso fazer por você?
- É que eu comprei um novo secador de cabelo sofisticado, muito caro. Eu realmente ultrapassei os limites da declaração e estou preocupada com a Alfândega. Será que o Senhor poderia levá-lo debaixo de sua batina?
- Claro que posso, minha filha, mas você deve saber que eu não posso mentir!
- O Senhor tem um rosto tão honesto, Padre, que estou certa que eles não lhe farão nenhuma pergunta. E lhe deu o secador.
- O avião chegou a seu destino. Quando o padre se apresentou à Alfândega, lhe perguntaram:
- Padre, o senhor tem algo a declarar?
O padre prontamente respondeu:
- Do alto da minha cabeça até a faixa na minha cintura, não tenho nada a declarar, meu filho.
Achando a resposta estranha, o fiscal da Alfândega perguntou:
- E da cintura para baixo, o que o Senhor tem?
- Eu tenho um equipamento maravilhoso, destinado ao uso doméstico, em especial para as mulheres, mas que nunca foi usado.
Caindo na risada, o fiscal exclamou:
- Pode passar, Padre! O próximo ...
A inteligência faz a diferença. Não é necessário mentir, basta escolher as palavras certas!

(Via professora Rosângela)

http://mais25.blogspot.com/

"Olá Bá, tudo bem?




Segue uma atualização de visitas no seu post:



Link: http://migre.me/2vP9s

Número de visitas: 11



Bjs



Sagitária

--



Blog +25

"Deus fez as mulheres belas. O diabo as vez espertas - Leonid S. Sukhorukov"

http://mais25.blogspot.com/"

Legal, né???
Beijocas, garotas!!!

Patty Smith... Por onde anda?

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/keith+richards+e+patti+smith+tem+autobiografias+lancadas+no+brasi/n1237847549775.html

A melhor versão de Gloria que já ouvi... Melhor que a do Doors... Ai, agora o mundo vai desabar sobre minha cabeça: não se enfureçam!!! É questão de gosto!

ESPALHE ESSA IDÉIA E FAÇA O NATAL DE UMA CRIANÇA FELIZ!!!

http://elianabariel.blogspot.com/2010/11/espalhe-essa-ideia-e-faca-o-naltal-de.html

Olha só...

"Q SAUDADES Q...TO SRSRSR 1 anoooooooo amorrrrrr diz:


vc some eu sinto falta

srsrr

Bariel diz:

Hummmmm... Sente nada!!!

Rsrsrrsrsrrsrs...

Q SAUDADES Q...TO SRSRSR 1 anoooooooo amorrrrrr diz:

sinto

Bariel diz:

Então, sente agora pra eu ver!!! Rsrsrrsrsrrs...



A Vanessa sentindo falta de mim!!! Rsrsrrsrrs...


Bem na foto: Vanessa e minha sapa.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Conto Sufi - O Vento





Um vento muito jovem com o estranho nome de Al-Merid vivia a vida brincando, como uma criança num deserto dentro de si mesmo. Montava e desmontava seus castelos de areia, armava e desarmava dunas, de maneira a mudar constantemente de paisagem (para evitar a monotonia!), apagava as pegadas dos viajantes e as passadas vigorosas dos camelos.
Vivendo intensamente o presente, pois o passado já se fora (e ele não tinha memória do tempo) e o futuro estava por vir (e não o interessava se desgastar, imaginando-o).

Mas, eis que se acabara o tempo das brincadeiras e, talvez por isso, ouviu uma voz que vinha lá do seu centro:
- Al-Maried, Al-Maried! Por que perdeste tanto tempo com miragens e oásis, lagartos rastejando em pedras rachadas pelos outros ventos e cobras... E cocos secos?!... Muda, enquanto é tempo!!!

Al-Maried afastou-se do deserto e foi habitar sobre um mar diferente, que o vento Minuano havia lhe apresentado nos seus sonhos aventureiros.
Pensando haver encontrado seu verdadeiro habitat, continuou brincando de forma diferente.
Ora leve, ora furiosamente movendo as ondas desde o seu interior, revirando barcos, rebuscando sempre os baús ocultos com tesouros acumulados pelo tempo e apossando-se de jóias, medalhas e honrárias que pertenciam aos mortos-vivos.

Mas, novamente, cansou das brincadeiras, fez silêncio e tornou a ouvir:
- Al-Maried, o que é uma gota no oceano? Busca esquecer-te ou morrerás gelado nos pólos, para onde te levarão teus pensamentos e ações inconseqüentes...

Al-Maried olhou em redor, nas montanhas longínquas e viu fumaça. "Ora, onde há fumaça, há fogo", pensou. E para lá se dirigiu, pois estava gelado até a alma e desejava aquecer-se.
Voou vertiginosamente e ficou frente a frente com um vulcão que preparava cuidadosamente sua lava para descer o morro, matando a vida, para depois de séculos, transformá-la em ouro negro.
Apaixonadíssimo pela beleza terrificante do vulcão, soprou, soprou, soprou... Soprou tanto que inchou as suas bochechas de vento, empurrando cinza e labaredas, detritos e lava para lá e para cá...

Estava nesse incansável trabalho que o vulcão lhe exigia, quando passou uma ventoinha leve e graciosa, fina e gentil, que piscou o olho para ele.
Al-Maried largou tudo e seguiu-a por morros e florestas, praias e rios, lagos e cachoeiras encantados... Claro, era um vento jovem! Já pensava em estabelecer-se e construir um belo palácio de vento somente para os dois, num tempo eternizado num único momento, quando pela terceira e última vez, ouviu a voz interior que , como címbalo forte, cantava em seus ouvidos:
- Será este mesmo o teu destino? É isto realmente que tu desejas? Gerar ventos e colher tempestades, maremotos? Furacões do teu próprio sentimento? Por que não procuras instruir-te primeiro? Se o amor for verdadeiro, noutra curva do tempo o encontrarás, certamente!

Al-Maried foi se afastando... De ré e devagar, bateu com os costados numa montanha gelada muito grande, o Himalaia. Olhou-a bem e percebeu que, no alto, havia um templo (reconheceu-o até porque já sonhara muito com ele).
Subiu, subiu, enfrentando os maiores perigos entre abismos e trechos muito escorregadios, e ainda outros com passagens estreitíssimas, até que o alcançou. E encontrando-o, avisou um velho tão velho que, parecendo adivinhar a morte próxima, lhe disse:
- Al-Maried, Al-Maried, finalmente chegaste! Espero-te há séculos para seres o meu discípulo. Quero ensinar-te tudo que aprendi sobre a vida, fora da vida, porém no centro dela, meditando e orando pelo bem da humanidade. Em troca, deves fazer a única coisa que sabes: refrescar-me e varrer nosso templo.

Al-Maried, meio assustado, porque aquela era a voz que escutara três vezes e não sabia como aquele velho o havia acompanhado, aceitou.
Varreu pátios internos, abriu suas próprias janelas para o Sol, soprou as teias de aranha para longe do palácio!
E era só abrir e fechar, limpar e refrescar, abrir e fechar... E, às vezes, brincar na cabeleira e barba compridas e branca do seu sábio, que sorria muito e, estranhamente, parecia bastante com ele mesmo, o vento!
Al-Maried ali envelheceu, vendo o monge sair do corpo tantas e tantas vezes, tantas e tantas voltar a ser criança para receber instruções na sua "nova casa" (seu templo), que, finalmente, compreendeu:
- É fácil juntar grãos de areia (pequenas questiúnculas que estão sempre mudando de posição a favor do vento), mover ondas internas (renovando sentimentos e guardando mágoas que se tornam gigantes e acabam afogando-nos), achar tesouros externos (que enfeitam apenas os mortos-vivos descuidados com as suas verdadeiras vidas), amar e esquecer-se (dos amores individuais, os mais profundos para entregar-se a outros amores mais espirituais, mais universais)... Mas, instruir-se e crescer (leva tanto tempo que, na maioria das vezes, uma só vida não dá para alcançar a verdadeira sabedoria do Ser!

E, numa breve retrospectiva, analisou seus passos: enquanto era uma criança espiritual, vivera num deserto, aprendendo com suas ações inconseqüentes; na juventude, despertara as ondas de emoções desencontradas no seu mar interior depois, conhecera o calor do amor, para então renunciar e buscar a sabedoria.

Foi só aí, então que sentenciou para si mesmo: "O impossível me acordou. Não podendo, eu quis mais. E vi que quanto menos eu tivesse mais seria possível ter. Agora, sim, eu posso ser tudo que não fui num tempo que não era pra ser".

(Autor desconhecido)

...
Finalmente, consegui "viajar" até o fim. Que muito lindo!!!
Preciso agradecer, de coração, à Carina por ter me ajudado a ensaiar algumas vezes.
Estou muito, muito, muito feliz com o que assisti.
Textos, marcações, intenções, leitura, pedido... O pedido!

...

Enquanto assistia, precisei voltar várias nessa história: o Vento. Era ano 9!!!

...


(Viagem ao Antigo Egito - Direção: Tatiane Martins - Studio de Arte e Dança Najmãh)

Lidando com arquétipos

Num distante País vivia um homem bonito e honrado, esse rei, de nome Shariar, já havia sido muito feliz, sem saber que sua esposa guardava um terrível segredo: apesar de fingir que o amava, ela na verdade estava apaixonada pelo servo mais indigno da corte.
Um dia Shariar casualmente a surpreendeu num canto escuro do palácio nos braços do amante. Transtornado pela dor e pelo espanto, o soberano soltou um grito medonho e sacou da espada para cortar a cabeça da mulher infiel e do servo desleal.
Pouco tempo mais tarde um cavalo parou na frente do palácio, e o irmão do rei, Shazaman, entrou para visita-lo. “Mas é inacreditável!” Shazaman exclamou. “Pois pouco antes de partir a mesma coisa aconteceu comigo! Encontrei minha esposa beijando um de meus servos e, como você, também puxei a espada e cortei a cabeça dos pérfidos.”
Dias depois Shazaman voltou para seu reino, e Shariar ficou postado junto à fonte, contemplando as águas límpidas com um olhar pensativo. Por fim fez um juramento terrível: “Amanhã à noite vou me casar de novo, mas não permitirei que minha mulher desfrute os privilégios de rainha. Pois, quando o dia clarear, mandarei executa-la. Na noite seguinte tomarei outra esposa e ao amanhecer ordenarei que a eliminem. E assim hei de fazer sucessivamente até que não sobre neste reino uma única representante do gênero feminino”.
Dito e feito. Toda a noite ele escolhia uma nova esposa e toda manhã mandava a infeliz para a morte. Seus súditos viviam apavorados, temendo perder filhas, irmãs, netas.
Muitos fugiram para outros reinos, e por fim restou nos domínios de Shariar uma só noiva disponível. Tratava-se de Sherazade, jovem de alta estirpe, filha do primeiro-ministro do soberano. O pobre homem se encheu de pavor e tristeza ao saber que ela estava condenada à morte. Sherazade, no entanto, não se desesperou. Era mais sábia e esperta que todas as suas predecessoras, e junto com a irmã caçula elaborou um plano meticuloso.

Terminada a breve cerimônia nupcial, o rei conduziu a esposa a seus aposentos, mas, antes de trancar a porta, ouviu uma ruidosa choradeira. “Oh, Majestade, deve ser minha irmãzinha, Duniazade”, explicou a noiva. “Ela está chorando porque quer que eu lhe conte uma história, como faço todas as noites. Já que amanhã estarei morta, peço-lhe, por favor, que a deixe entrar para que eu a entretenha pela última vez!” Sem esperar resposta, a jovem abriu a porta, levou a irmã para dentro, instalou-a no tapete e começou: “Era uma vez um mágico muito malvado...”.

Furioso, Shariar se esforçou ao máximo para impedir a narrativa; resmungou, bufou, tossiu, porém as duas irmãs o ignoraram. Vendo que de nada adiantava sua estratégia, ele ficou quieto e se pôs a ouvir o relato de Sherazade, meio distraído no início, profundamente interessado após alguns instantes. A pequena Duniazade adormeceu, embalada pela voz suave da rainha. O soberano permaneceu atento, visualizando mentalmente as cenas de aventura e romance descritas pela esposa.

De repente, no momento mais empolgante, Sherazade silenciou. “Continue!”, Shariar ordenou. “Mas o dia está amanhecendo, Majestade! Já ouço o carrasco afiar a espada!” “Ele que espere”, declarou o rei. Shariar se deitou e logo dormiu profundamente. Despertou ao anoitecer e ordenou à esposa que concluísse o relato, mas não se deu por satisfeito. “Conte-me outra!”, exclamou. Sherazade sorriu e recomeçou: “Era uma vez...”. Novamente o sol adiou a execução.
Quando Sherazade terminou, ela a mandou contar mais uma história. E assim a jovem rainha: conseguia postergar a própria morte. De dia o rei dormia tranqüilamente, à noite, acordava sempre ansioso para ouvir o final da narrativa interrompida e acompanhar as peripécias de mais um herói ou heroína. Já não conseguia conceber a vida sem os contos de Sherazade, sem as palavras que lhe jorravam da boca como a música mais encantadora do mundo. Dessa forma se passaram dias, semanas, meses, anos. E coisas estranhas aconteceram. Sherazade engordou e de repente recuperou seu corpo esguio.



Por duas vezes ela desapareceu durante várias noites e retornou sem dar explicação, e o rei tampouco lhe perguntou nada. Certa manhã ela terminou uma história ao surgir do sol e falou: “Agora não tenho mais nada para lhe contar. Você percebeu que estamos casados há exatamente mil e uma noites?” Um ruído lhe chamou a atenção e, após uma breve pausa, ela prosseguiu; “Estão batendo na porta! Deve ser o carrasco. Finalmente você pode me mandar para a morte!”.

Quem entrou nos aposentos reais foi, porém, Duniazade, que ao longo daqueles anos se transformara numa linda jovem. Trazia dois gêmeos nos braços, e um bebê a acompanhava, engatinhando. “Meu amado esposo, antes de ordenar minha execução, você precisa conhecer meus filhos”, disse Sherazade. “Aliás, nossos filhos. Pois desde que nos casamos eu lhe dei três varões, mas você estava tão encantado com as minhas histórias que nem percebeu nada...”
Só então Shariar constatou que sua amargura desaparecera. Olhando para as crianças, sentiu o amor lhe inundar o coração como um raio de luz. Contemplando a esposa, descobriu que jamais poderia matá-la, pois não conseguiria viver sem ela. Assim, escreveu a seu irmão e lhe propondo que se casasse com Duniazade.

O casamento se realizou numa dupla cerimônia, pois Shariar esposou Sherazade pela segunda vez, e os dois reis reinaram felizes até o fim de seus dias. .

(Publicado em: agosto 15, 2007 Updated: novembro 10, 2010)

Tem alguns dias que recebi da Tati Najimã o DVD da Viagem ao Antigo Egito. Não consegui assisitir às primeiras histórias sem me emocionar. E não passei da segunda!
Eliana Bach vivendo ou revivendo Sherazade!!!
Considerando a técnica interpretativa e os traços da personagem, afinal estudei (e muito!) para isso, como mudei! Do que eu era (e fui!) capaz e não sabia... Não sabia que um dia eu fui tudo aquilo.

Mariana Alcoforado

http://lettres-portugaises.blogspot.com/2010/12/espectaculo-teatral-sobre-as-lettres.html

http://lettres-portugaises.blogspot.com/2010/12/mariana-alcoforado-nasceu-ha-370-anos.html




Talvez algum dia...

Fim de ano...

Meio que de lei, momento em que as pessoas colocam a casa em ordem.
Comecei pelos armários da escola e o próximo passo será o Blog. Este  já é o 909° post!
Daqui alguns dias será o momento de virar páginas e, junto com isso, deletar, inclusive, post antigos, até para facilitar o acesso.
"Mas, nada vai conseguir mudar o que ficou...", os acontecimentos fazem parte do meu arquivo mais que pessoal, só sai da rede, mesmo.
Creio que eu vá precisar de um dia inteiro para isso...


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

LIBRAS

A Professora Roberta fez um trabalho de interpretação com os alunos do 2°F utilizando as LIBRAS.
Já era uma vontade minha de tempos e ontem foi o dia.
Escolheu um Louvor cantado pela Aline Barros e ensinou para as crianças os sinais correspondentes.



E eu fiquei super emocionada pela oportunidade de participar deste momento...

Mala!!!

Meeeeeeeeeeeeeeeuuuu... Não sabia que carregar a casa nas costas era tão caro... Melhor mandar entregar! Caramba...
Preciso de uma mochila 70 litros. Será que eu 'guento'????

Recebi um arquivo em pps...

... Lindo, da Professora Alessandra, que conta um pouco da experiência de um médico oncologista, na sua passagem por uma enfermaria infantil.
Numa conversa com uma criança/paciente, ela lhe deu a definição perfeita da palavra SAUDADE.
Dia desses, eu tava tentando explicar pro meu amigo Euder, da Venezuela. "Te extraño" não traduz na mesma intensidade...


"Saudade: é o amor que fica!!!"

*Mais uma vez... Borboleta!