Gritomudo

Gritomudo
#gritomudo

domingo, 9 de novembro de 2014

Tem gente que tem medo do escuro...

Eu tenho medo do eterno!

Tão iguais, mas quanta diferença...

Meu catavento tem dentro o que há do lado de fora do teu girassol
Entre o escancaro e o contido, eu te pedi sustenido e você riu bemol
Você só pensa no espaço, eu exigi duração.
Eu sou um gato de subúrbio, você é litorânea

Quando eu respeito os sinais, vejo você de patins vindo na contramão
Mas, quando ataco de macho, você se faz de capacho e não quer confusão
Nenhum dos dois se entrega, nós não ouvimos conselho
Eu sou você que se vai no sumidouro do espelho

Eu sou do Engenho de Dentro e você vive no vento do Arpoador
Eu tenho um jeito arredio e você é expansiva, o inseto e a flor
Um torce pra Mia Farrow, o outro é Woody Allen
Quando assovio uma seresta você dança havaiana

Eu vou de tênis e jeans, encontro você demais, scarpin, soiré
Quando o pau quebra na esquina, cê ataca de fina e me ofende em inglês
É fuck you, bate bronha e ninguém mete o bedelho
Você sou eu que me vou no sumidouro do espelho

A paz é feita num motel, de alma lavada e passada
Pra descobrir, logo depois, que não serviu pra nada
Nos dias de Carnaval aumentam os desenganos
Você vai pra Paraty e eu pro Cacique de Ramos

Meu catavento tem dentro o vento escancarado do Arpoador
Teu girassol tem de fora o escondido do Engenho de Dentro, da flor
Eu sinto muita saudade, você é contemporânea
Eu penso em tudo quanto faço, você é tão espontânea

Sei que um depende do outro só pra ser diferente, pra se completar
Sei que um se afasta do outro, no sufoco, somente pra se aproximar
Cê tem um jeito verde de ser e eu sou meio vermelho
Mas, os dois juntos se vão no sumidouro do espelho
 
Estou desorganizada porque perdi o que não precisava. Nesta minha nova covardia - a covardia é o que de mais novo já me aconteceu, é a minha maior aventura. Essa minha covardia é um campo tão amplo que só a grande coragem me leva a aceitá-la -, na minha nova covardia, que é como acordar de manhã na casa de um estrangeiro, não sei se terei coragem de, simplesmente, ir.

É difícil perder-se. É tão difícil que, provavelmente, arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja, de novo, a mentira que vivo. 
Até agora achar-me era já ter uma ideia de pessoa e nela me engastar: nessa pessoa organizada eu me encarnava, e nem mesmo sentia o grande esforço de construção que era viver. 
A ideia que eu fazia de pessoa vinha de minha terceira perna, daquela que me plantava no chão. Mas, e agora? Estarei mais livre?

Não. Sei que ainda não estou sentindo livremente, que de novo penso porque tenho por objetivo achar - e que, por segurança, chamarei de achar o momento em que encontrar um meio de saída. 
Por que não tenho coragem de apenas achar um meio de entrada? Oh, sei que entrei, sim. Mas, assustei-me porque não sei para onde dá essa entrada. E nunca antes eu me havia deixado levar, a menos que soubesse para o quê.

Ontem, no entanto, perdi durante horas e horas a minha montagem humana. Se tiver coragem, eu me deixarei continuar perdida. Mas, tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo, quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.

Como é que se explica que o meu maior medo seja exatamente em relação a ser? E, no entanto, não há outro caminho. Como se explica que o meu maior medo seja exatamente o de ir vivendo o que for sendo? Como é que se explica que eu não tolere ver, só porque a vida não é o que eu pensava e, sim, outra como se antes eu tivesse sabido o que era? Por que é que viver é uma tal desorganização?

É uma desilusão. Mas, desilusão de quê? Se, sem ao menos sentir, eu mal devia estar tolerando minha organização apenas construída? 
Talvez desilusão seja o medo de não pertencer mais a um sistema. No entanto, se deveria dizer assim: ele está muito feliz porque, finalmente, foi desiludido. O que eu era antes não me era bom. Mas, era desse não-bom que eu havia organizado o melhor: a esperança. 
De meu próprio mal eu havia criado um bem futuro. O medo agora é que meu novo modo não faça sentido? Mas, por que não me deixo guiar pelo que for acontecendo? Terei que correr o sagrado risco do acaso. E substituirei o destino pela probabilidade.
 
(A PAIXÃO SEGUNDO GH, PÁG 12 E 13)
 
*Quando da organização do tempo, minha irmã sempre diz: Conta com os imprevistos! - e eu prefiro dizer 'deixe um espaço para o acaso'.
E, por acaso, reencontrei-me com/em Clarice... Tão intensa, tão rasa e tão contraditória... E de tão mal resolvida, pareço bem... Ou é o contrário?
 
É frequente desde sempre essa sensação de não pertencimento... Ou de inadequação. E é desta forma que escolho, ou aproveito a oportunidade de entrar com os dois pés ou, apenas, com dedo mínimo.
Há algum tempo eu me achava, entre os iguais, diferente. Mas hoje, me deparo com tantas diferenças que, no meio delas, sou quantidade. Aí, o medo! Tenho me deixado guiar, voltando atrás, dizendo sim, ao invés dos mentirosos nãos.
 
Mas agora, logo que fechei a porta, ao virar de costas me senti esvaziada e por pouco não tombei como um saco vazio.
Assopra-me, infla-me, tira meus pés do chão pra que eu possa flutuar como um balão de gás hélio. Ver tudo de cima, distanciada, ou fechar os olhos, ou, num recorte, olhar só pro que quero... e me deixar levar por essa  modalidade liberdade., que é a arte do segurar-se em nada. A tal da fé!
 

Faminta!!!

Desabrocho em coragem, embora na vida diária continue tímida. Aliás, sou tímida em determinados momentos, pois fora destes tenho apenas o recato que também faz parte de mim. 
Sou uma ousada-encabulada: depois da grande ousadia é que me encabulo.

- Você conhece os seus maiores defeitos?

Os maiores não conto porque eu mesma me ofendo. Mas, posso falar naqueles que mais prejudicam a minha vida. Por exemplo: a grande fome de tudo, de onde decorre uma impaciência insuportável que também me prejudica.
 
*diz que tb é da Clarice.
 
**Um dia eu fui conhecida pela minha paciência imóvel de esfinge
 
 

...Porque meus sentidos não tem funcionado muito bem. (título meu)

Me definir é muito difícil. Às vezes pareço comum; às vezes, singular. 
Sou bem assim: metamorfose ambulante. Adolescente em crise. Crises. De tudo o que você imaginar.
 
O que mais valorizo no mundo?
Amigos.
 
O melhor sentimento?
Felicidade.
 
O melhor verbo?
Amar.
 
Conheço uma parte de uma frase, não sei o autor, mas ela define bem quem sou: 'viver é tentar ser feliz'. É o que faço: vivo!
E sim, me considero uma pessoa feliz, apesar de tudo. 
 
Depois de uma queda? 
Levanto e sigo em frente.
 
Já desisti de contar os mil e um foras que dou.
 
Vivo em busca de muitas coisa, mas já possuo a principal delas: a alegria.
 
Uma companhia? 
Livros.
 
Algo que me alegra?
De novo, os preciosíssimos amigos.

Bom, termino as ridicularidades desta minha descrição breguíssima com uma pergunta minha, e uma resposta fantástica, que se encaixa perfeitamente no meu caso: 'Quem sou eu?'
"Eu sou uma pergunta"
 
Diz que é da Clarice...

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Tá bom pra vc?



 
 
1. Orgulhosa
2. Intransigente
3. Ciumenta
4. Medrosa
5. Inconsequente
6. Manipuladora
7. Comodista
8. Inerte
9. Arrogante
10. Prepotente

Bem, agora vamos passar para a página dois: a cada 15 minutos que falo mal de alguém, compenso com meia hora falando bem, não necessariamente da mesma 'pessôua". 
(Risos escandalóticos)

O que mais se vê por aí são amores sem amor...

...como aqueles de posse, donos um do outro tipo sequestrador e vítima, amordaçada e obediente. Um manda, o outro acata. São “felizes” assim nessa relação de sequestro, mesmo com a certeza de que esse contentamento tem prazo de validade. 
 
Existe também o amor de expectativa, onde uma vez superada, voa como mariposa pairando de flor em flor.
 
Em outra categoria estão os amores pífios e baratos. Dão feito chuchu na serra, e de tão ordinários, não chegam a valer nem 1,99. Sobrevivem por interesse, sem paixão, alguns se mantêm vivos apenas por gratidão. 
 
Tem aqueles amores de fogo, que incendeiam aldeias inteiras, na mesma rapidez que os lagos congelam no inverno da noite para o dia. Outros mornos e sonolentos, se rastejam sem saber pra onde ou porquê. Amor que dura, amor que acaba, amor que nunca foi amor.

Pessoas andam por aí oferecendo seus corações em bandeja como se fosse um petisco, pedaço de qualquer coisa. Depois de uma provinha ainda perguntam se querem mais. 
Mais coração? Aceita maminha? Coxa? Está satisfeito? 
Não senhor, muito obrigada.

Dizem eu te amo com a mesma frequência que saúdam o vizinho, o porteiro, ou a secretária. 'Te amo' virou sinônimo de bom dia. Beijo agora é obrigação, agradecimento por um olhar vazio, alguns minutos de falsa atenção, tapinha nas costas e meia dúzia de sorrisos amarelos.
Despir-se ficou tão normal que, se você não o fizer, será substituída quase que imediatamente por outra carne, o que vai te render algumas horas de terapia. E assim as pessoas vão colecionando amores, alternando corpos, transferindo sentimentos e atribuindo novas sensações antigas à outras mãos, outras bocas, outros e outras…

(Karen Curi)
 
 
 

Da minha 'curiosidade' por futebol

* Você foi mulher do Garrincha. O que ele fazia era arte?

** Superarte. Mané era um driblador da vida. Driblou tanto que driblou ele mesmo. Mas o Mané era um cara que fazia arte. Você ia assistir jogo do Mané, você saía feliz. Ele jogava um futebol alegre, voltava pra casa duro, sem um puto no bolso, mas feliz à beça. Futebol arte.
* E ele influenciou a sua música?

** Ah, sim, Neném (apelido dado a ele por Elza) foi um cara que me ajudou muito na parte musical, romântica, em tudo.

A entrevistada é a Elza Soares, figura curiosa e sedutora.
Queiram me matar, mas eu não vou falar/escrever sobre a cantora. Quem viu, viu!
 
 
 




Leia a matéria completa em: 

Essa é uma relação intensa...

...de amor e ódio.



Eis o caminho para atingir a profundidade.
Eis-me rejuvenescendo a cada dia! 
Repara.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

EU SÓ QUERIA COMER UM BOLINHO...

Aquela vontade de comer uma coisa gostosa, bem melecada e cheia de creme. Pensei num bolinho de chocolate, que acalenta e acalma... Mas...


 
 
#domingo #faustão #silviosantos #vilinha

...

"Ter um romance com a sabedoria ao mesmo fazer poesia com a vida,amante da liberdade,sem escrever palavras e sim compreendê-las,viver como se tivesse sonhando...sem evitar sofrimento e a dor para mais tarde mudar a crescer meu interior."

(Wallace Cigan)
 
*deixei o texto do jeitinho que o Wallace escreveu.
Entendi e trouxe pra mim cada pedacinho. Eu, que contraditória sou!

Pensa bem...

"Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter... calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida."

(Buscando autoria)

*Por isso não consigo ser essa pessoa (p)reservada. Porque mesmo quando desço no pior do submundo,  faço de maneira lúdica. Às vezes, saio até melhor do que entrei.
Sou curiosa, ousada, talvez até um pouco atrevida. Meu medo é da coragem que tenho!
E, pensa bem, tudo aquilo que em mim 'vc' vê de condenável... Bem, tudo é uma questão de pontos de vista, dialoga com o mal que há em vc e não em mim.
Não levanto bandeiras, não quero bater de frente, nem chocar, nem levar ninguém à reflexão... Só sou, porque é assim que sou. O melhor da minha vida não faço em off: o segredo que faço nos meus mistérios estão diluídos aqui e ali.

Temperamento impulsivo

“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma ideia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”

(...) Mas já vi muita coisa no mundo. Uma delas, e não das menos dolorosas, é ter visto bocas se abrirem para dizer ou talvez apenas balbuciar, e simplesmente não conseguirem. Então eu quereria às vezes dizer o que elas não puderam falar (...)
 
De Aprendendo a Viver, Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2004. 
 
*E conseguiu, Clarice!
 Muitas vezes acho nas tuas palavras a exata tradução dos meus sentimentos, emoções, afetos... para os quais meu vocabulário torna-se raso.
Tem alguns dias que penso no que já devia estar pensado, resolvido e concluído nem sei mais quando.
 
"Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei."
 






 
 
Então, a única coisa que peço hoje da/pra vida é que ela me seja (ou continue sendo, sei lá) generosa. 
Se em algum momento a ignorância realmente protege, sou grata por acreditar que algumas verdades são inquestionavelmente únicas; pela possibilidade de ter no guarda roupas várias personagens e poder despir-me delas todos os dias. Sou grata por ter mais sorte que juízo; por ter amigas; pela capacidade de abstrair-me/abster-me, entrar em modo de espera/ tela de descanso, por cair o disjuntor antes 'de'... Porque a diferença entre 41 e 14 é mínima!

domingo, 2 de novembro de 2014

Para pensar... e agir... pra ontem!

Não maltratem as mentiras porque muitos humanos ainda precisam delas mas não para sempre. 

Não escondam as verdades porque são elas que dão vida, sentido e continuidade ao que todos chamam de ser, ter e pode num tempo relativo, num espaço relativo, numa liberdade relativa e numa realidade relativa. 

Se esforcem mais para convencer a rotina de que ela precisa se atualizar para que possa ter um bom e produtivo relacionamento com o futuro. Que seria interessante ela trocar de roupa, mostrar um novo visual, ser menos previsível ao longo dos dias e das noites da vida de todos. Encontrem um tempo para o indispensável repouso porque até a sombra de vocês descansa quando não esta exposta a luz do sol e a luz artificial. Espero que já tenham se dado conta de que a realidade tem muitas faces, assim como as fantasias e as ilusões. 

Algum dia desses vocês vão parar para pensar se de alguma forma também não são uma espécie de rotina neste planeta. Não se deixem enganar porque o passado de todos está registrado e acessível nos Arquivos do Tempo, e o futuro vocês estão escrevendo nas telas do tempo com o lápis do livre arbítrio. 

Se conscientizem de que as obras já realizadas por vocês não são esquecidas e nem desvalorizadas, os reparos, os ajustes e as correções se materializam na sequência das intervenções que fazem nas repetidas idas e vindas pelos caminhos das encarnações. 

Ainda há tempo de cultivarem melhor as terras do bom relacionamento, se tornarem adultos no tempo de todos, num mundo como este onde muita gente pequena não quer crescer e muitos que já cresceram gostariam de voltar a ficar pequeno de novo. 

Conversem mais sobre o que está acontecendo com a humanidade e o planeta e sobre a posição de cada um diante do aparente inevitável. Procurem não se basear apenas nas aparências para que não fique a sensação de que o controle está indo a falência. Existe muita gente trabalhando para reverter esse quase caos planetário e vão conseguir com ajuda de Deus. Até porque os avanços e as melhorias não se tornam possíveis só com teorias e orações prontas. 
A verdadeira solução para qualquer tipo de problema está na mente e no coração do homem e da mulher! 

Texto de Rui Teles, Século XXI, Planeta Terra.

A Florbela é que sabia das coisas.


Pra quem é como eu: mais um fugitivo da guerra


Enquanto este velho trem atravessa o Pantanal
As estrelas do cruzeiro fazem um sinal
De que este é o melhor caminho
Pra quem é como eu
Mais um fugitivo da guerra

Enquanto este velho trem atravessa o Pantanal
O povo lá em casa espera que eu mande um postal
Dizendo que eu estou muito bem vivo
Rumo a Santa Cruz de La Sierra

Enquanto este velho trem atravessa o Pantanal
Só meu coração está batendo desigual
Ele agora sabe que o medo viaja também
Sobre todos os trilhos da terra
Rumo à Santa Cruz de La Sierra
 
 
 
**http://mochilabrasil.uol.com.br/destinos/trem-da-morte
 
**http://www.tripadvisor.com.br/Attractions-g297317-Activities-c26-Santa_Cruz_Santa_Cruz_Department.html

EU OUÇO GENTE MORTA...

Com qual frequência?
O tempo todo!

 
 
*da Kiss FM


Salva a dor dali







Abrindo as portas...

A liberdade pra dentro da minha casa.
 
 

 
'Me disseram, porém, que eu viesse aqui prá pedir, de
Romaria e prece, paz nos desaventos.'

Como eu não sei rezar, só queria mostrar meu olhar...


Porque o Dia das Bruxas é todo dia, tá???