E com calma fui retirando cada objeto: as roupas que fizeram vezes de figurinos, as histórias, os adereços, a boneca 3 em 1 (minha mais nova aquisição!)... o sapato vermelho. E fui colocando (ou, pelo menos, tentando colocar) tudo, objetos e sentimentos, nos seus devidos lugares.
Foi preciso alguns dias para abrir a mala porque, certas compreensões, por mais compreendidas que estejam, não são 'tranquilas'. A capacidade de compreender é 'emensa', mas a de aceitar, verdadeiramente, não é. Então precisei de um tempo a mais para assimilar e acomodar os últimos acontecimentos e me colocar, razão e coração, dentro e fora, sendo sujeito e, posteriormente, com o olhar distanciado.
Com muita delicadeza, mas com o olhar ampliado para os detalhes, sou muito grata, porém, agora que trouxe a responsabilidade inteira para mim, não posso mais (me) permitir descuidos e nem descuidados.
Agora, ainda meio reticente, estou dando pequenos passos, aprendendo com Chapeuzinho Vermelho, porém, do meu jeitinho, às avessas: quero ir pelo caminho das flores.
Entrar no bosque pode ser perigoso, pois sempre existirá um lobo (lembra dos lobos da Nina? Lembro!). Mas, tb, sempre haverá a coragem e a proteção de caçador, o carinho e os mimos de avó e os cuidados divinos e divinatórios de mãe.
E... "Todo mundo é lobo por dentro... Ninguém é lobo mau pra sempre. Tem gente que nasce lobo? Responda, vc!"
Você me disse que eu sou petulante, né?
Acho que sou, sim, viu?
Como a água que desce a cachoeira
E não pergunta se pode passar
Acho que sou, sim, viu?
Como a água que desce a cachoeira
E não pergunta se pode passar
Você me disse que meu olho é duro como faca
Acho que é, sim, viu?
Como é duro o tronco da mangueira
Onde você precisa se encostar
Você me disse que eu destruo sempre
A sua mais romântica ilusão
E que destruo sempre com minha palavra
O que me incomodou
Acho que é, sim
Como fere e faz barulho o bicho que se machucou, viu?
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