PROGRAMA CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS
Enem é requisito para bolsas no exterior; veja como será seleção.
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, lançou nesta terça-feira, em Brasília (DF), o programa "Ciência sem Fronteiras", que financiará bolsas de intercâmbio em universidades do exterior. Para ter acesso a uma das 100 mil bolsas previstas no programa, o estudante terá que mostrar bom desempenho acadêmico. Para os cursos de graduação, por exemplo, a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será um dos requisitos.
De acordo com as informações divulgadas hoje, para conquistar uma das 27,1 mil bolsas de graduação no exterior, o estudante precisa ter atingido nota acima de 600 pontos no Enem. Além disso, o aluno deve ter completado no mínimo 40% e no máximo 80% dos créditos necessários para obter o diploma. Premiação em olimpíadas científicas, como de matemática, e o bom desempenho em programas de iniciação científica são diferenciais que serão levados em conta.
A bolsa para estudantes de graduação terá duração de um ano, sendo de 6 a 9 meses de atividades acadêmicas e o restante de estágios em empresas ou centros de pesquisa. O benefício inclui passagem aérea, bolsa mensal, seguro-saúde, auxílio instalação e taxas de uso de infraestrutura. Os créditos realizados no exterior serão reconhecidos pelas universidades brasileiras.
Além das bolsas de graduação, serão oferecidas 24,6 mil bolsas de doutorado de um ano de duração, 9.790 bolsas de doutorado integral (4 anos de duração), 8,9 mil bolsas de pós-doutorado (até dois anos de duração), 2.660 bolsas de estágio (com seis meses de duração), 700 bolsas para treinamento de especialistas (até um ano de duração), 860 bolsas para jovens cientistas e 390 para pesquisadores visitante no Brasil (brasileiros radicados no exterior que assumem o compromisso de desenvolver pesquisas no País).
Melhores universidades do mundo
De acordo com o ministério, os estudantes terão seu treinamento nas melhores instituições de ensino, prioritariamente entre as 50 mais bem classificadas nos rankings da Times Higher Education e QS World University Rankings. Entre as universidades estão Cambridge e Oxford, no Reino Unido; Harvard, MIT (sigla em inglês para Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e Stanford, nos Estados Unidos.
Inscrições
As inscrições serão realizadas no segundo semestre deste ano, mas o calendário ainda não foi definido. Quarenta mil bolsas serão gerenciadas pela Capes, 35 mil pelo CNPq e as outras 25 mil serão destinadas a uma parceria com a iniciativa privada.
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GOVERNO OFERECE BOLSAS EM HARVARD, MIT E OUTRAS UNIVERSIDADES
O Ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, lançou nesta terça-feira, na reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em Brasília, o programa "Ciência sem Fronteira", que financiará bolsas de intercâmbio em universidades do exterior,como MIT (sigla em inglês para Instituto de Tecnologia de Massachusetts), Harvard, Berkeley, Stanford e Cambridge.
O governo selecionou 238 universidades internacionais, sendo 64 na área de ciência e saúde, 88 na área de ciências da vida e 86 nas áreas de engenharia e tecnologia. As bolsas de estudo devem atender estudantes da graduação ao pós-doutorado, além de pesquisadores, especialistas e jovens cientistas de grande talento.
As 75 mil bolsas de estudo, em vários níveis, para as áreas de engenharia, tecnologia, matemática, física, química e biologia incluirão passagem aérea, auxílio instalação, auxílio mensal e, em alguns casos, as taxas da universidade estrangeira.
O ministro destacou que também há interesse em dar curso de idiomas aos interessados em estudar em países de interesse do Brasil, como Alemanha e China. "Queremos ter os melhores estudantes do Brasil nas melhores universidades do mundo", resumiu Mercadante.
O programa
Denominado "Ciência sem Fronteiras", o programa que dará bolsas de estudo para realizar intercâmbio em universidades estrangeiras é focado na área de exatas, que engloba cursos como o de engenharia, tecnologia, matemática, física, química e biologia.
O governo pretende conceder 75 mil bolsas de estudo, em vários níveis, e, com a participação de empresas, espera poder disponibilizar outras 25 mil bolsas. O orçamento previsto para o programa ultrapassa R$ 3,1 bilhões.
As bolsas incluirão passagem aérea, auxílio instalação, auxílio mensal, seguro saúde e, em alguns casos, as taxas da universidade estrangeira.
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Governo investe R$ 3,1 bi em bolsas para alunos no exterior
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira, durante o lançamento do programa "Ciência sem Fronteiras", que o Brasil precisa aumentar o número de engenheiros no País e não apenas para trabalhar nas tesourarias de grandes bancos, mas também para a pesquisa científica. O orçamento do governo para o programa ultrapassa R$ 3,1 bilhões. As bolsas incluirão passagem aérea, auxílio instalação, auxílio mensal, seguro saúde e, em alguns casos, as taxas da universidade estrangeira.
"O foco do programa está na área de exatas. Isso não significa a diminuição da importância da formação humana em uma sociedade. Significa que o Brasil tem que se reequilibrar e formar pessoas da área de exatas para poder criar", disse a presidente.
O programa pretende conceder 75 mil bolsas de estudo, em vários níveis, para as áreas de engenharia, tecnologia, matemática, física, química e biologia. Com a participação de empresas, o governo espera poder conceder outras 25 mil bolsas.
"Por qualquer critério que se olha, nós formamos mais pessoas para humanidades que para ciências exatas, principalmente engenharias. Para o Brasil, formar jovens na área de ciências exatas, é fundamental. Precisamos dar uma ênfase especial a uma deficiência que o Brasil precisa reconhecer que tem. Se nós reconhecemos essa deficiência, damos um salto".
Ao falar da área de atuação dos engenheiros no Brasil, Dilma afirmou que, ao longo dos anos 90, os profissionais atuavam nas tesourarias dos bancos e das grandes empresas por falta de opção em outros setores. "Hoje, não só precisamos de engenheiros nas tesourarias, mas precisamos de engenheiros para fazer projetos, para fazer a infraestrutura do País e, sobretudo, na área de pesquisa, para que seja possível uma inovação de forma generalizada no Brasil".
A presidente destacou ainda que a concessão das bolsas não significa que o País irá formar "75 mil cientistas ou 75 mil Einsteins", mas sim, que será formada "a base de conhecimento" do Brasil.
Seleção
Ao falar sobre o critério de seleção dos estudantes, a presidente destacou o mérito. Entre os critérios do programa estão pontuação mínima maior que 600 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e alunos premiados em olimpíadas científicas, como a Olimpíada de Matemática. "A partir desse primeiro critério de mérito podemos contemplar toda questão relativa a gênero, a questão étnica, podemos ter vários critérios, mas a questão de mérito é essencial".
Ao apresentar o programa, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, fez um chamado às empresas que participem do programa, principalmente no pagamento das taxas escolares, cujos valores vão de US$ 20 mil a US$ 40 mil por ano, por estudante. A participação também pode ser com auxílio no pagamento das bolsas, com valores entre R$ 30 mil e R$ 50 mil por ano, por estudante, possibilidade de fixação dos estudantes na empresa brasileira no retorno ao Brasil, ou ainda a disponibilização de centros de pesquisa no exterior para estágios de estudantes brasileiros.
Via Notícias da Educação e Outras Notícias.
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